domingo, maio 27, 2018

Não podemos ficar contra a população no momento em que ela se levanta contra o governo mais ilegítimo, corrupto e entreguista de nossa história. Não pedimos isso há quatro meses das eleições, mas a realidade está aí. Não temos opção moral senão pedir, como o velho Brizola ensinou, não um "fora Temer" que pode vir contra a normalidade democrática, mas um RENÚNCIA JÁ junto de um DIRETAS JÁ, em outubro. Vamos pedir RENÚNCIA e DIRETAS para neutralizar o pedido de Intervenção Militar que circula pelos fascistas de sempre e entrou no movimento.

"O Exército não quer servir a Temer nem confrontar trabalhador. O risco de em breve assistirmos uma insubordinação é muito grande", prevê o colunista Gustavo Castañon, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora; além disso, ele afirma que "a…
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Os trabalhadores da Replan, em Paulínia, e da Recap, em Mauá, bases do Sindipetro Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP), vão cruzar os braços nesta segunda-feira (28/05), em solidariedade ao movimento dos caminhoneiros e contra a política de reajuste diário do preço dos combustíveis, imposta pelo presidente da empresa, Pedro Parente. Essa política favorece o mercado internacional e prejudica o povo brasileiro.

Do Sindipetro Unificado SP: Os trabalhadores da Replan, em Paulínia, e da Recap, em Mauá, bases do Sindipetro Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP), vão cruzar os braços nesta segunda-feira (28/05), em…
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O presidente da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobras), Felipe Coutinho, esclareceu o conteúdo nocivo da política de preços que, na prática, beneficia os Estados Unidos antes do que o Brasil; “Essa prática adotada pelo governo Temer tira mercado da Petrobras e faz com que o Brasil importe derivados de outros países, especialmente dos estadunidenses”, denuncia; assista sua entrevista à TV 247

O presidente da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobras), Felipe Coutinho, esclareceu o conteúdo nocivo da política de preços que, na prática, beneficia os…
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O senso comum imposto ininterruptamente a marretadas por uma mídia irresponsável e ideologicamente comprometida e o discurso oficial, mentiroso, hipócrita e mendaz, continuam se apoiando na tese, ou melhor, no conto do vigário, de que a Petrobras teria quebrado em algum momento de sua história devido à política de preços adotada nos governos Lula e Dilma.

Publicado na Rede Brasil Atual POR MAURO SANTAYANA Nada de novo na forma como o Brasil atual está tratando e vendo a greve convocada pelos caminhoneiros…
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Filósofo Renato Janine Ribeiro, ministro da Educação no governo Dilma, escreveu duas breves reflexões sobre a situação do país; na primeira, anota: "o apoio aos caminhoneiros é grande mesmo por parte de quem é prejudicado por eles"; na segunda, afirma: "A ruína do projeto PSDB-PMDB é total. Fica exposto justamente o tucano mais importante do governo, Pedro Parente"

Filósofo Renato Janine Ribeiro, ministro da Educação no governo Dilma, escreveu duas breves reflexões sobre a situação do país; na primeira, anota: "o apoio aos caminhoneiros é grande mesmo por parte de quem é prejudicado por eles"; na…
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Hoje, atividades por Curitiba e todo o Brasil marcam o aquecimento do lançamento da pré-candidatura de Lula. O mais amado está voltando!

#AoVivo lançamento da pré candidatura de Lula a presidência fazendo cortejo na tradicional Feira Hippie em Belo Horizonte

Petroleiros vão à greve para baixar preços do gás de cozinha e dos combustíveis

*INFORME SINDIPETRO CAXIAS* _27.05.18_ Nesta manhã, a direção do Sindipetro Caxias realizou uma setorial com os trabalhadores da REDUC em apoio às refinarias do Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Bahia que estão cortando a rendição contra a privatização. Na setorial também foi discutido com os petroleiros a greve de 72h que irá acontecer nos dia 30, 31/05 e 1/6. Amanhã, 28, às 7h, direção do Sindicato convoca todos para um grande ato na entrada do expediente em Caxias com os trabalhadores da REDUC, TECAM e UTE-GLB contra a política de reajuste de combustíveis e GLP. Participem das manifestações! *DEFENDER A PETROBRÁS É DEFENDER O BRASIL*

O GOLPE TRAPALHÃO FICOU SEM GASOLINA... NEM A GLOBO SALVA



sábado, maio 26, 2018

Bom dia 247 (26/5/18) – O inimigo é Pedro Parente, não os caminhoneiros

Os patos amarelos da Globo agora querem a cabeça do Temer e a volta dos milicos. 64 voltou. A ignorância dessa gente é um bloco de granito. A Esquerda está deixando o espaço vazio para a Direita ocupar. Como em 2013.

Os "puristas" não entendem a complexidade da categoria, e tampouco atentam para a dificuldade que é promover a mobilização ampla desses trabalhadores, tendo em vista não só a precarização extrema à qual estão sujeitos, mas também à realidade itinerante de seu trabalho. Não se trata de uma disputa entre o bem e o mau; nem de um movimento totalmente cooptável e ilegítimo; uma massa manipulável e "bobinha". Por outro lado, também não é um movimento cujos protagonistas tem uma consciência enquanto classe, enquanto categoria. Não é unificado, as pautas são heterogêneas e também voláteis. Por tudo isso, parte desses trabalhadores expressam reações conservadores e, alguns grupos, visões extremistas sobre a política e suas estratégias de luta. Nada disso, ao meu ver, torna ilegítima a mobilização. Pelo contrário, é um convite para que busquemos entender mais das categorias sociais e para que aceitemos que as mobilizações sociais nem sempre atendem ao nosso critério idealizado de pauta, objetivo e organização.”


Para saber
Por Larissa Jacheta Riperti
“Tem ao menos seis anos que colaboro com um jornal de caminhoneiros e não me arrisquei a fazer nenhuma análise sobre a recente greve da categoria. Mas muitas opiniões, sobretudo de "esquerda" proferidas nessa rede social (ninguém se importa, na verdade) me geraram um incômodo. Por isso, me arrisco agora a escrever algumas pontuações sobre a greve dos caminhoneiros, lembrando que, dessa vez, muita gente perguntou, rsrsrs.
1) A greve começou como um movimento puxado pela CNTA, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos. A convocação da paralisação se deu após encaminhamento de ofício ao governo federal em 15 de maio, solicitando atendimento de demandas urgentes antes da instalação de uma mesa de negociação. As urgências eram: o congelamento do preço do Diesel, pelo prazo necessário para a discussão sobre benefício fiscal que reduzisse o custo do combustível para os transportadores (empresas e caminhoneiros); e fim da cobrança dos pedágios sobre eixos suspensos, que ainda está acontecendo em rodovias de caráter estadual, conforme compromisso assumido pela lei 13.103/2015, conhecida também como Lei do Motorista.
2) No ofício encaminhado pela CNTA se fala na deflagração de uma paralisação em 21 de maio, caso não fossem atendidos os pedidos da Confederação. Também se explicita o apoio de 120 entidades representativas, mas não se esclarece se essas organizações são sindicatos patronais ou de autônomos.
3) A paralisação prevista para 21 de maio aconteceu, já que o governo se recusou a negociar com a CNTA e com demais entidades. Ao que consta nos comunicados de imprensa do organismo, também estavam na pauta discussões como o marco regulatório dos transportes e a questão da "reoneração da folha de pagamento"
4) Abro parênteses para o tema: desde 2011, a discussão da desoneração da folha de pagamento vem acontecendo no Brasil com vistas a garantir a geração de empregos. Nos anos seguintes ela foi ampliada para outros setores, como o do transporte rodoviário de cargas. Com a desoneração os patrões tem a possibilidade de escolher a forma mais "vantajosa" de pagar a contribuição previdenciária, recolhendo 20% sobre os pagamentos dos funcionários e contribuintes individuais (sócios e autônomos) ou recolhendo uma alíquota sobre a receita bruta (cujo percentual variava entre diferentes setores da economia, no caso do TRC é de 1,5 a 2%). No ano passado, o governo Temer, através do Ministro da Fazendo, Henrique Meirelles, anunciou a reoneração da folha de pagamento com a justificativa de que era necessário reajustar "as contas" da União. Atualmente, a ampliação da reoneração da folha de pagamento está sendo discutida no âmbito do TRC.
5) Com a mobilização que se potencializou em 21 de maio, uma série de pautas foram levadas para as "estradas". Dentre os mobilizados nesse primeiro momento estavam autônomos e motoristas contratados. As informações que nos chegam é a de que eles estão deixando passar as cargas perecíveis e os medicamentos e os itens considerados de primeira necessidade.
6) A paralisação continuou e ganhou adesão das transportadoras que prometeram não onerar os funcionários nem realizar cortes salariais ou demissões por causa da greve. Afinal de contas, a redução do preço do Diesel também é do interesse da classe patronal.
7) A greve conta com grande apoio nacional, porque a alta do preço dos combustíveis afeta não só a prestação de serviços, mas a vida de grande parte dos brasileiros.
😎 Os sindicatos estão batendo cabeça. De um lado, muitas federações e entidades soltaram nota dizendo que não apoiam a greve e que ela tem características de lockout justamente porque a pauta tem sido capitaneada pelos setores empresariais em nome dos seus interesses. Do outro lado, existem sindicatos de autônomos, como a própria CNTA, o Sindicam de Santos que puxou a paralisação na região do porto, e agora a Abcam, que recentemente se mobilizou na negociação, apoiando o movimento. Segundo nota, o presidente da Abcam esteve em Brasília hoje e depois de uma reunião frustrada disse que a greve dos caminhoneiros continua. A reunião tinha como objetivo negociar a redução da tributação em cima dos combustíveis.
Esse é o cenário geral da mobilização. Ela é composta por uma série de segmentos que conformam o TRC. E, obviamente, suscita algumas questões:
1) Existe uma clara apropriação da pauta dos caminhoneiros por parte da classe empresarial que exerce maior influência nas negociações. Isso significa que, por mais que a greve seja legítima, pode acabar resultando num "tiro pela culatra" a depender dos rumos tomados na resolução entre as partes e as lideranças.
2) Não existe uma pauta unificada, o movimento não é hegemônico, nem do ponto de vista social, nem do ponto de vista ideológico. Existe um grupo de caminhoneiros bolsonaristas, outros que são partidários de uma intervenção militar, outros pedem Diretas Já e Lula Livre. Ou seja, é um movimento canalizado principalmente, pela insatisfação em relação ao preço do Diesel.
3) Em função da grande complexidade e fragilidade das lideranças sindicais de autônomos, o movimento carece de uma representatividade que possa assegurar as demandas da classe trabalhadora. Enquanto isso, os sindicatos patronais acabam por exercer maior influência, determinando os caminhos da negociação e o teor das reivindicações.
6) Isso se faz notar, por exemplo, no tipo de reivindicação expressada por grande parte dos caminhoneiros que é a redução da tributação em cima do preço do combustível. Ora, todos nós sabemos que o cerne do problema é a nova política de preços adotada pelo governo Temer e pela Petrobras, que atualmente é presidida por Pedro Parente.
7) Novo parênteses sobre o tema: desde o ano passado, a Petrobras adotou uma nova política de preços, determinando o preço do petróleo em relação à oscilação internacional do dólar. Na época, esse tipo de política foi aplaudida pelo mercado internacional, que viu grande vantagem na venda do combustível refinado para o Brasil. Aqui dentro, segundo relatório da Associação de Engenheiros da Petrobras, a nova política de preços revela o entreguismo da atual presidência da empresa e governo Temer, que busca sucatear as refinarias nacionais dando prioridade para a importação do combustível. Tudo isso foi justificado na época com o argumento que era necessário ajustar as contas da Petrobras e passar confiança aos investidores internacionais.
😎 É verdade, portanto, que o movimento em si tem uma percepção um pouco equivocada da principal razão do aumento dos combustíveis, mas isso não significa que toda classe dos caminhoneiros não faça essa relação clara entre o problema da política de preços da Petrobras e o aumento dos combustíveis.
10) De fato, portanto, o grande problema nesse momento é saber quem serão as pessoas a sentar nas mesas de negociação. De um lado, existe uma legítima expressão da classe trabalhadora em defesa das suas condições de trabalho e dos seus meios de produção. O aumento do Diesel é um duro golpe entre os caminhoneiros autônomos e a reivindicação da sua redução, seja pela eliminação dos tributos, seja pelo questionamento da política de preços da Petrobras, é legítima e deve ser comemorada.
11) A questão fundamental agora é saber o que o governo vai barganhar na negociação. Retomo, então, a questão da reoneração da folha de pagamento. O governo já disse que haverá uma reoneração da folha e esse é um dos meios de captação de recursos caso haja fim do Pis/Cofins incidindo sobre os combustíveis. Na prática, porem, a reoneração pode ter um impacto sobre os empregos dos próprios caminhoneiros, resultando em demissões.
12) Se houver o fim da tributação no Diesel, conforme inclusão do relator, Orlando Silva (PCdoB/SP), na Medida Provisória, de parágrafo que exclui a tributação, a classe trabalhadora e toda sociedade serão impactadas. Afinal de contas, com redução de receita, haverá, consequentemente, um corte no repasse da verba para a seguridade social, previdência, saúde, etc.
Considerando tudo o que foi dito, expresso meu incomodo com análises e percepções simplistas da esquerda, ou de pessoas que se dizem da esquerda, sobre o movimento. Locaute virou doce na boca dos analistas de facebook. Porque não atende à nossa noção de "movimento" ideal, os caminhoneiros que legitimamente se mobilizaram em nome da redução do preço do diesel estão sendo taxados de vendidos e cooptados, como uma massa amorfa preparada para ser manipulada.
Os "puristas" não entendem a complexidade da categoria, e tampouco atentam para a dificuldade que é promover a mobilização ampla desses trabalhadores, tendo em vista não só a precarização extrema à qual estão sujeitos, mas também à realidade itinerante de seu trabalho. Soma-se a isso o duro golpe que atualmente foi proferido contra as entidades sindicais menores de autônomos, com o fim da obrigatoriedade do imposto sindical. Sinto dizer aos colegas acadêmicos, portanto, que nem sempre nossos modelos de análise social se aplicam a realidade. Não se trata de uma disputa entre o bem e o mau; nem de um movimento totalmente cooptável e ilegítimo; uma massa manipulável e "bobinha". Por outro lado, também não é um movimento cujos protagonistas tem uma consciência enquanto classe, enquanto categoria. Não é unificado, as pautas são heterogêneas e também voláteis. Por tudo isso, parte desses trabalhadores expressam reações conservadores e, alguns grupos, visões extremistas sobre a política e suas estratégias de luta.
Nada disso, ao meu ver, torna ilegítima a mobilização. Pelo contrário, é um convite para que busquemos entender mais das categorias sociais e para que aceitemos que as mobilizações sociais nem sempre atendem ao nosso critério idealizado de pauta, objetivo e organização.”



Pessoal, jamais imaginei que o texto que escrevi sobre a greve dos caminhoneiros pudesse viralizar. Acredito que isso aconteceu em função do grande desconhecimento que ainda temos com relação à categoria e o setor em geral. Muita gente só se deu conta do quanto somos dependentes do transporte rodoviário de cargas depois que faltaram itens nos supermercados e a gasolina no posto de combustível. Ninguém é obrigado a conhecer a categoria, de toda forma. Mas eu acredito que o diálogo horizontalizado é a melhor maneira da gente se esquivar dessa enxurrada de fake news e de informações distorcidas que a grande mídia insiste em nos empurrar. O texto que eu publiquei suscitou uma série de questionamentos e, com vistas a esclarecê-los, escrevo essa nota. Lembrando que eu não sou senhora da razão nem a luz que iluminará a consciência de vocês ou dos caminhoneiros sobre a situação atual. Sou apenas alguém que teve a sorte de trabalhar com isso nos últimos anos e que reflete sobre questões e acontecimentos relativos ao setor.
1) Perguntaram se as opiniões da direita não me incomodam: Sim, a direita me incomoda só de existir. No entanto, da direita eu não espero nada, já da esquerda eu espero bom senso, lucidez e muita calma na hora de opinar sobre algo ou montar teorias da conspiração;
2) Muitos estão reiterando o fato de que os caminhoneiros pedem intervenção militar: Sim, existem caminhoneiros que assim o fazem, mas também existem caminhoneiros que sabem que o golpe de 2016 foi responsável por essa lama que nos afunda até o pescoço. Convido a todos a olharem os comentários de membros da categoria na página do Chico da Boleia. Reitero também que sou veementemente contra intervenção militar ou qualquer sentimento de nostalgia ou de saudosismo à época da ditadura. Também sou contra Bolsonaro e qualquer tipo de discurso e/ou prática autoritária e fascista. Nesse sentido, posso dizer que o veículo de comunicação no qual trabalho também nutre desse mesmo posicionamento.
3) Questionaram qual a diferença da greve de 2015 para esta agora. Explico (é textão, desculpa):
A diferença é a seguinte: em fevereiro de 2015, a greve dos caminhoneiros foi puxada pelas transportadoras supostamente contra o preço do diesel e dos pedágios. No entanto, o que se queria naquele momento era a aprovação da Lei 13.103, a nova lei do motorista. Pra quem não sabe, em 2012, a Dilma sancionou a Lei 12.619, a Lei do Motorista, que era muito bem estruturada e que continha alguns pilares básicos para assegurar a dignidade trabalhista dos caminhoneiros autônomos como: limite na jornada de trabalho diária, descanso obrigatório, paradas obrigatórias, horário de refeição obrigatória, fim do pagamento de comissão por parte do embarcador, controle da jornada de trabalho. Nós (quando digo nós sou eu e o pessoal do Chico da Boleia, jornal com o qual colaboro), acompanhamos todo processo de discussão e aprovação da Lei 12.619, cujo texto fora relatado por Paulo Paim (PT-RS) com base numa pesquisa realizada pelo Procurador do Ministério do Trabalho, Dr. Paulo Douglas, com o qual dialogamos várias vezes e chamamos para conversas com os caminhoneiros. A Lei 12.619 obviamente não agradou aos embarcadores de cargas - que teriam que se adequar à nova legislação - e às transportadoras porque teriam que mudar sua (des) política de contratação de agregados. Imediatamente após a aprovação da Lei em 2012, então, uma comissão na Câmara dos Deputados, integrada, sobretudo, pela bancada ruralista, foi composta para revê-la. Fizeram que fizeram, que um novo texto pra lei foi proposto com a sínica justificativa de que era impossível praticar a legislação tendo em vista a falta de infraestrutura nas estradas que não permitia as paradas determinadas. Em 2015, quando a nova lei (13.103) que, basicamente, flexibiliza a jornada de trabalha do caminhoneiro, já havia sido aprovada na Câmara e no Senado, estava nas mãos da Dilma para sanção, uma greve de "caminhoneiros" desponta. Naquela época nos chegaram vídeos e denúncias de que os caminhoneiros estavam sendo forçados a parar. Na mesa de negociação com o governo de então, os sindicatos patronais pediram a sanção sem vetos da nova lei, dentre outros compromissos; mas em nenhum momento se negociou a redução do diesel. Tanto que não houve redução do preço do combustível. Enfim, com isso, não quero dizer que a atual greve não possa virar um locaute, ou que não beneficiará os patrões. O que eu quero dizer, mais uma vez, é que existe muito mais coisa por traz da categoria e as informações que nos chegam não dão conta de expressar 1% de tudo o que está acontecendo.
Para além da greve de fevereiro, outras duas aconteceram naquele ano de 2015 que não tiveram a mesma proporção da atual. Muitas imagens estão rodando, mostrando alguns caminhões que integraram as marchas em prol do impeachment. Peço que reflitam sobre o fato de que nem só caminhoneiro autônomo tem caminhão, transportadora/empresário também tem. Já pararam pra pensar que, naquele momento, esse setor pode ter participado da campanha contra a Dilma? Com isso não quero sugerir que autônomos não apoiaram o golpe, a gente sabe que muitos trabalhadores apoiaram esse processo e também bateram panela.
4) Alguns perguntaram sobre o futuro do movimento: quem é historiador analisa o passado e não se atreve de jeito nenhum a dar opiniões sobre o futuro. Quem faz isso é mãe Diná e Walter Mercado (rsrsrs). De qualquer forma, reitero que o movimento segue em disputa. Duas grandes entidades de autônomos rejeitaram o acordo proposto na última quinta-feira pelo governo, a Abcam e a Unicam, seus posicionamentos estão publicados na internet. O Sindicato dos Caminhoneiros - Sindicam Amparo com o qual temos uma relação próxima, também soltou nota rejeitando o acordo e rejeitando também qualquer tentativa de locaute por parte das empresas. Os caminhoneiros que estão paralisados também não reconheceram a negociação. Muitos vídeos e opiniões nos chegaram e confirmam que os autônomos estão insatisfeitos porque sequer foram recebidos na Casa Civil. Rechaçaram a forma como o acordo foi costurado, denunciando que as empresas de transporte estão tentando utilizá-los como massa de manobra para seus interesses. Além disso, o Sindipetro anunciou ontem adesão à greve, o que pode mudar completamente o cenário.
Peço, portanto, que tenhamos em mente que é uma categoria de mais de 1 milhão de trabalhadores. Isso, por si só, já revela a complexidade desse atual movimento que vem acontecendo. No mais, convido a todos a seguirem a página do Chico da Boleia (também tem site: www.chicodaboleia.com.br). Nesta segunda soltaremos nova edição do nosso jornal no qual vamos discutir não só a greve, mas também a nova política de preços da Petrobras e como isso afeta a vida dos caminhoneiros e da população em geral.
Antes que alguém diga que estou fazendo um "merchã" oportunista, reitero que nosso jornal tem circulação gratuita. Imprimimos cerca de 50 mil exemplares que são distribuídos em rodovias e também disponibilizamos as edições on-line. Ele é fruto de um trabalho há muito tempo desenvolvido com a colaboração de pessoas que se importam com o setor e com a vida dos caminhoneiros e caminhoneiras. Aceitamos críticas, sugestões, opiniões; e se (depois de ler, é claro, rs) você colocar ele pra forrar o xixi do seu cachorro, a gente não vai levar pro lado pessoal!
Abraços!

A "NORMALIDADE" NEOLIBERAL MATOU O PODER DAS MULTIDÕES... As multidões precisam atravessar os Congressos e radicalizar as Democracias. Congresso comprado só representa a elite parasita. É hora de enfrentar o dinheiro como fez o povo da Islândia. Quem produz a riqueza somos nós, os pobres. Os caminhões parados, mesmo sem uma unidade programática, estão mostrando o poder das multidões.

NUM PAÍS NORMAL, A GLOBO ESTARIA FORA DO AR E OS DONOS NA CADEIA... Comprometida até o pescoço com o golpe de 2016, a imprensa familiar brasileira, que apoiou o golpe de 2016, destinado a entregar riquezas nacionais, como o pré-sal, a grupos internacionais, tenta salvar Pedro Parente, presidente da Petrobras, mesmo que o preço a se pagar seja a destruição completa do País

Comprometida até o pescoço com o golpe de 2016, a imprensa familiar brasileira, que apoiou o golpe de 2016, destinado a entregar riquezas nacionais, como o pré-sal, a…
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NUM PAÍS NORMAL, ESTARIA PRESO... O tucano Pedro Parente, indicado pelo PSDB para comandar a Petrobras após o golpe de 2016, pode ser o responsável pela morte de 1 bilhão de aves, que estão sem ração no Brasil, e pela destruição da indústria nacional de alimentos; política de preços implantada por Parente na Petrobras provocou a greve dos caminhoneiros, que deixa os animais sem ração e pode levar ao canibalismo entre as aves

O tucano Pedro Parente, indicado pelo PSDB para comandar a Petrobras após o golpe de 2016, pode ser o responsável pela morte de 1 bilhão de aves, que estão sem…
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Bolsonaro e PM na quebra de hierarquia. Já vi esse filme... Lembra do Cabo Anselmo?




sexta-feira, maio 25, 2018

A grande armadilha da globalização neoliberal foi transformar os recursos estratégicos de países como o Brasil em Comodities. Só a estatização completa da Petrobrás, juntamente com um governo popular, pode definir os preços de acordo com um projeto de desenvolvimento inclusivo e popular. Lula Livre, com radicalização da Democracia. Só assim vencemos o golpe.

No dia da comemoração da independência, o povo argentino vai às ruas para protestar contra a política neoliberal do governo Macri e a entrega ao FMI.

Página curtida · 9 min 
 
No dia da comemoração da independência, o povo argentino vai às ruas para protestar contra a política neoliberal do governo Macri e a entrega ao FMI.#Argentina #LaPatriaEstaEnPeligro


O ex-presidente do Equador Rafael Correa disse, em entrevista exclusiva ao The Intercept na manhã de 16 de maio que a decisão do atual governo de seu país de impedir que Julian Assange receba visitas na embaixada equatoriana em Londres é uma forma de “tortura” e uma violação da obrigação equatoriana de proteger a sua segurança e bem-estar. Correa disse que isso ocorre num contexto em que o Equador não mantém mais “relações normais e soberanas com o governo americano – somente submissão”.

Pepe Escobar
THIS is the nasty, definitive proof Moreno in Ecuador has thrown Julian Assange under a huge double-decker bus.
Esta é a prova nojenta e definitiva que Moreno no Equador lançou Julian Assange sob um enorme autocarro de dois andares.


Nota das centrais sindicais >> A proposta do governo de convocar as Forças Armadas, como instrumento de repressão é querer apagar fogo com gasolina, ou seja, só acirra o conflito e dificulta uma solução equilibrada.

Publicado dia 25/05/2018

As centrais sindicais neste momento de impasse nas negociações entre o governo federal e os caminhoneiros, decidem se colocar a disposição como mediadoras na busca de um acordo que solucione o caos social que o país caminha.

A proposta do governo de convocar as Forças Armadas, como instrumento de repressão é querer apagar fogo com gasolina, ou seja, só acirra o conflito e dificulta uma solução equilibrada.

Queremos um acordo que leve em conta a justa reivindicação dos trabalhadores e as necessidades do país.

São Paulo, 25 de maio de 2018

Ricardo Patah
Presidente da UGT

Vagner Freitas
Presidente da CUT

Paulo Pereira da Silva
Presidente da Força Sindical

Adilson Araújo
Presidente da CTB

José Calixto Ramos
Presidente da Nova Central 

Antonio Neto
Presidente da CSB

Uma grande manifestação acontece hoje pela Avenida 9 de julho em Buenos Aires no dia em que se comemora o aniversário de independência do país, onde organizações sociais e políticas protestam contra o FMI e as políticas de ajuste do Governo. Mais de 40 organizações sindicais, sociais, de direitos humanos, políticas, religiosas e multissetoriais convocaram a manifestação contra os abusivo aumento nos preços dos serviços básicos e o corte no setor estatal que tem trazido várias demissões.

Uma grande manifestação acontece hoje pela Avenida 9 de julho em Buenos Aires no dia em que se comemora o aniversário de independência do país, onde organizações sociais e políticas protestam contra o FMI e as políticas de ajuste do Governo.
Uma grande manifestação acontece hoje pela Avenida 9 de julho em Buenos Aires no dia em que se comemora o aniversário de independência do país, onde…
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Gleisi: foi para isso que deram o golpe?

Entrevista com João Pedro Stedile, do MST >> O LULA É O SÍMBOLO DA CLASSE TRABALHADORA. E QUERER IMPEDIR O LULA DE SER CANDIDATO, É TIRAR O POVO BRASILEIRO DA DISPUTA.

Com a mudança de governo, Pedro Parente foi chamado para tomar conta da Petrobras, justo ele que era chamado de “ministro do apagão”. Sem Moro, não existiria Parente na Petrobras. Sem a Petrobras sob gestão de Parente, certamente Moro não seria homenageado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos como Personalidade do Ano.

Depois de três dias açulando a população com os efeitos do bloqueio de rodovias, provocando corridas aos postos de combustíveis, as Organizações Globo, assustada com o descontrole da situação, sai-se, agora, com editorial, na capa do site do jornal O Globo, dizendo que “agora a situação começa a ultrapassar limites perigosos“. Ao contrário do que aconteceu com os bloqueios de estradas no governo Dilma, desta vez o império global diz que há sinais de envolvimento patronal no movimento e que empresários “atuam nos bastidores para se beneficiar da redução do preço do diesel, a ser bancada pelo contribuinte, enquanto o Tesouro já acumula elevado déficit”.

O Governo Federal acaba de pedir ao Supremo Tribunal Federal- e não há dúvidas de que será atendido – a decretação da ilegalidade do movimento dos caminhoneiros e a liberação para o uso de força, inclusive militar, para o que diz ser a “desobstrução das estradas”, mais especificamente a circulação de cargas.

Rovai fala, ao vivo, sobre intervenção militar

quinta-feira, maio 24, 2018

NEM SEMPRE É O QUE PARECE... A greve dos caminhoneiros paralisou o abastecimento da população e o funcionamento da indústria, estrangulando a jugular da economia do país. A imprensa chilena da época, radicalizada política e ideologicamente, cobriu apenas o factual do protesto, deixando de lado as causas e principalmente as consequências do movimento. A desconstrução do governo Allende deu origem a um golpe militar que se transformou num capítulo trágico na história do país.


A conta não tem como bater. O golpe está transformando a Petrobras numa atravessadora de combustíveis. Estão vendendo ou diminuindo a capacidade de distribuição e refino. Aí, a Petrobras que sempre deu conta de abastecer o Brasil fica na mão dos preços nas bolsas internacionais para importar gasolina, diesel... A consequência é que a única forma de baixar o preço será através de subsídio, que vai provocar a quebra dos estados. A maior arrecadação dos estados vem do ICMS cobrado desses produtos consumidos em larga escala: gasolina, diesel, energia, água, telefone... Só a volta de um governo popular pode estancar essa sangria.

GLOBO DEFENDE GOLPE MILITAR NA VENEZUELA. E AQUI NO BRASIL? ATÉ QUANDO VÃO SE CONTENTAR COM RATOS COMO TEMER?

Em editorial publicado nesta terça, o jornal O Globo, que apoiou os golpes de 1964 e 2016 no Brasil, sugere um caminho para a derrubada de Nicolás Maduro, na Venezuela: a intervenção militar, tese já defendida pelos Estados Unidos; segundo a…
BRASIL247.COM

Aqui faço um alerta, os que tentam dissociar a eleição presidencial deste quadro, e colocar a candidatura de Lula como opcional, não entendem que ao fazer e defender tal proposta, retiram a única possibilidade real de resistência ao grupo que procedeu ao golpe de estado e que culminou no atual regime de exceção jurídico midiático. Retirar a figura central de Lula, como centro da disputa neste xadrez politico institucional, significa aceitar a entrega do Rei, para que os peões tentem a retomada. O resultado todos sabem, caindo o Rei, perde-se o jogo, e os peões, mesmo em sua totalidade, de nada valem, não há mais jogo. A defesa de Lula e a manutenção de sua candidatura é essencial para a volta de uma, ainda que frágil, democracia.

A manutenção da candidatura de Lula é essencial para a volta de uma, ainda que frágil, democracia por Sergio Medeiros Lula é maior que o PT, e a manutenção de sua…
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